SNG

Siagoga de Campinas

A Proposta para a Sinagoga do Beit Chabad Campinas foi desenvolvida com objetivo de projetar uma edificação de uso religioso e cultural judaico na cidade de Campinas a 96 km da cidade de São Paulo.

Client: Privado
Escritório Parceiro: Estúdio Jordano Valota
Tamanho/Size: 1.710,00 m²
Local/Place: Campinas, São Paulo

Religião e Cultura Judaica

A Proposta para a Sinagoga do Beit Chabad Campinas foi desenvolvida com objetivo de projetar uma edificação de uso religioso e cultural judaico na cidade de Campinas a 96 km da cidade de São Paulo. A ideia principal do projeto foi desenvolver uma edificação de destaque e ao mesmo tempo de respeito à vizinhança existente, abrigando o programa de sinagoga (uso religioso judaico) e centro cultural voltado a um público de maioria jovem que mora ou estuda em uma das várias universidades da cidade de Campinas. O projeto levou em consideração o potencial da cidade de Campinas como polo tecnológico e sustentável propondo uma edificação que mistura a tradição milenar da cultura judaica com design contemporâneo e tecnologias sustentáveis.

O Projeto

Para a concepção do projeto arquitetônico foi proposto um volume único de formato horizontalizado disposto no lote de aproximadamente 1000m². Após a disposição do volume geral, optou-se por dividir a estrutura em 9 módulos substituindo alguns volumes fechados por  espaços abertos no intuito de criar múltiplas perspectivas  propondo ao usuário sensação de liberdade e conforto dentro da edificação.

A proposta quebra com a tipologia comum utilizada para construções religiosas judaicas, propondo uma edificação de concreto revestida por uma pele com finas lâminas de madeira e grandes esquadrias com brises metálicos da cor branca permitindo a entrada da luz e o melhor aproveitamento da ventilação dominante durante todo o dia. O programa arquitetônico enxuto mas com espaços amplos permite à edificação estar sempre em constante evolução adaptando-se aos novos usos da comunidade local.

Levando em consideração os aspectos de vizinhança, o projeto propõe para o fechamento frontal  do lote um muro de concreto reforçado revestido por brises de madeira e controle de entrada através de um portão metálico com guarita de segurança. Optou-se por não encostar  o fechamento frontal no passeio, cedendo assim um espaço de 1,00m para a rua criando um pequeno jardim externo permitindo uma relação mais humana com as pessoas e de menor impacto com a  vizinhança.

Do Programa

O programa arquitetônico da edificação conta no pavimento térreo com:  espaço religioso que abrigará o programa da Sinagoga, em formato de “U” com capacidade para 90 pessoas, espaço de apoio para realização do “Kidush”, cozinha industrial seguindo as recomendações da lei judaica de preparo dos alimentos, amplo salão multiuso para eventos e descanso, hospedarias com suíte individual para “Shabat”, “Mickvé”, salas de administração e espaço de exposição temporária para o centro cultural.  Para o  primeiro pavimento foi proposto o programa arquitetônico referente a: biblioteca,  centro de estudos judaicos, duas salas multiuso,  plateia de apoio a sinagoga e uma segunda hospedaria de apoio ao rabino local e sua família.

Todos os pavimentos da edificação contam com sanitários masculino, feminino e para PNE (Portadores de Necessidades Especiais). Também foram dispostos nos pavimentos um elevador e uma pequena sala de apoio. O acesso à cobertura será possível pelo elevador e por uma escada independente locada no centro da edificação próxima aos sanitários. Na cobertura os usuários poderão desenvolver atividades de reunião de grupo, ver projeções no telão, desenvolver atividades para crianças ou apenas apreciar a paisagem ao redor.

Estratégias Sustentáveis.

A edificação projetada dispõe de diversas estratégias sustentáveis para melhor eficiência energética e conforto térmico, assim o projeto proposto contará com tecnologias para captação de água pluvial no auxílio a jardinagem e limpeza das áreas comuns, sistemas geradores de energia alternativa através de placas fotovoltáicas e turbinas eólicas de eixo horizontal na cobertura, aproveitamento da ventilação cruzada, revestimento externo com pequenas lâminas de madeira reduzindo a carga térmica direta na edificação,  grandes aberturas internas permitindo o maior aproveitamento da luz natural e uma cobertura vegetal.

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