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Sustentabilidade em Campinas

Sendo uma das poucas áreas verdes centrais na cidade de Campinas, o Parque Portugal possui uma grande importância no âmbito ambiental tanto por sua localização privilegiada, contrastando diretamente com a paisagem urbana constituída ao redor, quanto na influência direta do micro clima da região, provendo umidade no ar, resultado da evaporação da grande lagoa.

Client: Prefeitura de Campinas, SP
Tamanho/Size: 1791,00 m²
Local/Place: Campinas, São Paulo

Adaptação à topografia, Valorização dos Espaços Públicos e Sustentabilidade

Verde

Cedida em 1950 para a Prefeitura, o Parque Portugal continua sendo uma das principais áreas verdes da cidade de Campinas contando com uma área total de 648.409m² incluindo a lagoa. Inaugurado oficialmente em 1972 a área popularmente conhecida como “Lagoa do Taquaral” participa desde então ativamente da vida do campineiro. Sendo uma das poucas áreas verdes centrais na cidade de Campinas, o Parque Portugal possui uma grande importância no âmbito ambiental tanto por sua localização privilegiada, contrastando diretamente com a paisagem urbana constituída ao redor, quanto na influência direta do micro clima da região, provendo umidade no ar, resultado da evaporação da grande lagoa. Embora o parque disponha de uma grande área física e tenha um impacto significativo na vida da população residente a estimativa da cobertura vegetal no Taquaral é de apenas 19% em um estudo da Unicamp. Se comparado a outros parques urbanos esta relação entre cobertura vegetal x espaço físico total ainda é pequena.

Entretando ao observarmos o desenvolvimento do Taquaral através de fotografias antigas percebemos que a cobertura vegetal cresceu vertiginosmente em pouco mais de 40 anos o que é um contrassenso nos parques urbanos atuais. Entendendo o resultado desta relação como um aspecto positivo da evolução natural do Taquaral a proposta para a “Casa Sustentabilidade” buscou incentivar o crescimento da cobertura vegetal integrando três premissas de intervenção:

– A primeira premissa atenta para os aspectos naturais da topografia e da paisagem do parque, adaptando a edificação proposta e propondo a ampliação da cobertura vegetal no parque;
– A segunda, valorizando os espaços públicos e de usos compartilhados, favorecendo a flexibilidade dos espaços na edificação e a inclusão social;
– A terceira, buscando atender aos princípios da sustentabilidade aplicada as edificações públicas, desenvolvendo uma edificação tecnológica, de baixo impacto ambiental e com baixa manutenção.

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