CDH

Transformando a paisagem urbana e levando qualidade de vida a população.

Enquanto arquitetos, urbanistas e pesquisadores, acreditamos firmemente que o saber construtivo popular ocupa significante espaço no intricado espectro de predicados que compõe “uma proposta habitacional” que anseia pelo sucesso em sua implantação.

Client: Codhab/DF
Parceiro/Partner: DAVI DE LIMA | LÍVIA LOUREIRO DE LIMA | MICHAEL THORO | PETER POULSEN
Local/Place: Braslilia/DF
Tamanho/Size: 10.000m²
:

Conforto e Design Contemporâneo

Português(PT)

O partido gerador da proposta deste concurso parte de um sistema bastante antigo, desenvolvido por Le Corbusier em 1914, o sistema Dom-Ino. Com a clara noção de que a habitação social encontra na simplicidade seu maior trunfo, o sistema Corbusiano oferece não somente esse atributo, como também é um sistema aberto, onde a flexibilidade de distribuição e vedação atuam como pontos principais e de atratividade para os moradores. A ideia de nosso projeto, é explorar as possibilidades deste esquema para além da marcante visual da laje sobre pilotis, para incluir nesse

panorama arquitetônico a continuação do sistema com vigas que se estendem para além da estrutura original da habitação, formando um grid que prenuncia não só a contenção – até onde a estrutura se estende -, como também a expansão – até onde o morador poderá ir a partir de seu módulo inicial de habitação. Nossa equipe entende que uma questão plural como a habitação social não se beneficia de uma única abordagem arquitetônica e urbanística, visto que o déficit numérico aparece apenas como uma estatística condensada e plausível dentro de uma complexa equação sociológica. Neste sentido, o sistema aberto aparece como uma resposta pragmática mas não totalmente programática à esta questão. Enquanto arquitetos, urbanistas e pesquisadores, acreditamos firmemente que o saber construtivo popular ocupa significante espaço no intricado espectro de predicados que compõe “uma proposta habitacional” que anseia pelo sucesso em sua implantação. Desse modo, nosso conceito oferece aos habitantes a possibilidade de customização e possível futura expansão de sua unidade de acordo com seus interesses, reconhecendo o futuro morador como o cliente que sempre foi, e de certa forma redefinindo o papel do arquiteto enquanto ditador das tendências do habitat e habitar. Assim, a habitação deixa de ser vista apenas como a unidade ou o conjunto de blocos, para ser apreciada enquanto parte da urbe, enquanto forma de ocupação e contribuição ao tecido urbano. Não só a casa como seu entorno são investimentos que os moradores irão desenvolver segundo sua própria linguagem, entretanto, respeitando a gramática estrutural proporcionada pelo grid. Como Rolnik (2016) pontua, “nosso déficit não é de casas, mas sim de cidade”, e dentro desse lema nossa proposta é tratada como tal; uma intervenção que se insere no tecido urbano afim de se incorporar à sua realidade, para que se estabeleçam não somente casas, mas um bairro, uma rede de relacionamentos, uma comunidade.

O módulo quadrado aparece como protagonista na escala individual do grid, visto que é de fácil adequação à todas as orientações e independe de lote, sendo assim, o primeiro grande elemento de versatilidade do partido. Persistindo neste conceito, as estruturas aparecem elevadas do terreno natural, como estratégia de adaptação à topografias distintas e de resfriamento natural das edificações. A modulação 3,00 x 3,00 x 3,00 com características comerciais e de baixo custo, acolhe diferentes tecnologias e transita facilmente do concreto – material eleito para esta proposta -, para estruturas metálicas ou até mesmo madeira sem que o dimensionamento e organização espacial original da edificação sejam alterados. Essa decisão projetual reforça novamente a versatilidade conceitual da proposta, uma vez que permite a valorização da técnica construtiva inerente a cada localidade que por ventura venha a utilizá-la.

Replicado em diferentes direções dentro do lote, o modulo evolui para um grid que de certa forma faz referência não somente à heterogeneidade da cidade, como também das famílias que virão a ocupar este espaço. A família contemporânea é diversa, e a cidade também. Assim, a unidade habitacional apresenta a possibilidade de transformação interna que varia de 1 a 3 quartos seguindo a lógica e necessidade particular de cada núcleo familiar.

English(EN)

The guidelines for this contest´s proposal comes from an old system, developed by Le Corbusier in 1914, the Dom-Ino system. With the clear notion that social housing finds in simplicity its biggest asset, Corbusier´s system offers not only this attribute, but also an open system, where distribution and closing flexibility act as the main point and an attractive to the resident. Our project´s idea is explore the possibilities of this scheme beyond the outstanding visual of slab on pilotis, including in this architectural scenery the continuation of beam system that extends itself beyond the original structure, forming a grid that foretells not only the restraint – where the structure extends, but also the expasion – how far the resident can go from his initial housing module.

Our team understand that a plural question as social housing do not benefits from a single architectural and urbanistic approach, since that the numerical deficit appears only as a condensed and plausible statistics inside a complex sociological equation. In this sense, the open system appears as a pragmatic answer, but not completely pragmatic to this question. While architects, urban planners and researchers, we firmly believe that the popular constructive knowledge occupy a significant space in the intricate predicate spectrum that compose a “housing proposal” that longs for success in its implantation. In that way, our concept offers to the residents customization and future extensions possibilities of its units according to their interests, recognizing

the future resident as the client he always was, and in a certain way redifining architect´s role as a dictator of habitat and habit trends. Therefore, housing is no longer seen only as a unit or a set of blocks, to be appreciated as a part of the city, while form of occupation and contribution to the urban fabric. Not only the house but also its surroundings are investments that the residents will develop according to their own language, in the meantime, repecting the structural composition formed by the grid.As Rolnik (2016) notes, “our deficit is not only of houses, but also of city”, and inside this lemma, our proposal is treated as such; an intervention that is inserted in the urban fabric, in order to be incorporated to its reality, and to establish not only houses, but a neighborhood, relationship networks and a community.

The square module appears as protagonist in the grid’s individual scale, since it has an easy adequacy to every orientation and is independent of the site, therefore, the first big element of the guidelines versatility. Persisting in this concept, the structures appears elevated from the natural site, as an adaptation strategy to different topographies and to building´s cooling.

The modulation of 3,00 x 3,00 x 3,00 meters with commercial and low cost characteristics, welcomes different technologies and travels easily from concrete – elected material for the proposal – to metalic structures or even wooden, without the need to change the scaling and the original space organization. This project decision reinforces again the proposal´s conceptual versatility, once it allows the valorization of constructive technique inherent to each location that might use it.

Replicated in different directions inside the site, the module evolves into a grid that, in a certain way, make reference not only to city´s heterogeneity but also to families that will occupy this space. The contemporary family is diverse, and also is the city. Therefore, the housing unit presents internal transformation possibilities that varies from 1 to 3 bedrooms, according to each family nucleus´ needs.

Leave a Reply

Your email address will not be published.